A Direcção da Organização Regional do Porto do PCP (DORP) reafirma que a gratuitidade dos transportes públicos é um objectivo justo e necessário, integrado numa política de promoção do transporte público, de defesa do direito à mobilidade e de combate às desigualdades e assimetrias na região e no país.
Mas a gratuitidade não pode ser tratada como uma medida isolada, desligada da realidade concreta em que se encontram os transportes públicos no Porto e na Área Metropolitana. O problema central que hoje afecta milhares de utentes não é apenas o preço: é a falta de oferta, a sobrelotação, a insuficiência de horários, a degradação das condições de conforto, a falta de articulação entre modos de transporte e a ausência de investimento público à altura das necessidades. Num sistema já subdimensionado, onde muitos utentes viajam diariamente em autocarros, metro e comboios sobrelotados. Anunciar gratuitidade sem refroçar a oferta comporta riscos sérios. Pode aumentar a pressão sobre uma rede que já não responde às necessidades actuais, degradar ainda mais as condições de utilização e contribuir para a descredibilização do próprio transporte público.


A criação do Museu da Resistência Antifascista no Porto, por proposta do PCP, no edifício da Rua do Heroísmo — antigo centro da PIDE/DGS, por onde passaram mais de 7.600 resistentes antifascistas —, é um passo fundamental para honrar todos os que enfrentaram a repressão fascista e abrir as portas à preservação da memória e da luta que conquistou Abril.
Milhares de trabalhadores saíram à rua neste 1.º de Maio, elevando o patamar de luta contra o pacote laboral, contra o aumento do custo de vida e a guerra, mas também por mais salário, tempo para viver e serviços públicos.


