Uma carta subscrita por 4 hospitais do Norte denunciou a situação precária dos doentes cardíacos. Para a DORP do PCP, não é aceitável a dispersão de meios e existência de serviços parciais; é preciso mais investimento no Serviço Nacional de Saúde.
Recentemente vieram a público notícias de uma carta subscrita por quatro hospitais do Norte – Santo António, Vila Real, Matosinhos e Penafiel – a alertar a ministra da Saúde para as listas de espera de doentes cardíacos que aguardam cirurgia ou implantação da válvula aórtica. Estas informações expuseram o panorama que se vive nesta área da saúde, evidenciando as consequências das políticas de desinvestimento no Serviço Nacional de Saúde, bem como quem delas alimenta o seu negócio.


O Heliporto do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos foi encerrado no passado dia 19 de Fevereiro por falta de condições de segurança, na sequência de recomendações da Autoridade Nacional de Aviação Civil.
A Comissão Concelhia de Paços de Ferreira do PCP tomou conhecimento da decisão da Câmara Municipal (PS) de canalizar mais de 380 mil euros para financiar consultas no Hospital Lusíadas, uma unidade privada. Esta medida, que a autarquia justifica com as reconhecidas insuficiências do Hospital Padre Américo e dos centros de saúde, representa uma cedência inaceitável ao desinvestimento no SNS e uma normalização da sua substituição por privados.
A partir de um grupo de trabalho incumbido para a sua elaboração, o Ministério da Saúde colocou em consulta pública uma proposta para reformular a Rede de Referenciação Hospitalar em Pediatria, que prevê o afunilamento de serviços no distrito do Porto, desclassificando hospitais com capacidade instalada e sobrecarregando os Hospitais de Santo António e São João.


