Apesar das garantias públicas dadas pela Câmara Municipal do Porto e do investimento realizado para evitar novas inundações na zona das Fontainhas, a situação voltou hoje a repetir-se, com uma nova enxurrada entre as Fontainhas e a Avenida Gustavo Eiffel, situação que a CDU considera grave e inaceitável.
A Câmara Municipal do Porto anunciou, várias vezes, que estava a construir, no jardim Paulo Vallada - que liga a Rua de Santos Pousada à Avenida Fernão de Magalhães - um conjunto de bacias de retenção de águas pluviais destinadas a impedir a repetição das enxurradas ocorridas em Janeiro de 2023, designadamente na zona das Fontainhas e no chamado Bairro dos Moinhos.


É sabido que toda a operação tendente à concessão do Coliseu do Porto se baseou na “incapacidade” da Associação de Amigos do Coliseu e, designadamente, dos seus Associados Estado, Município do Porto e Área Metropolitana do Porto, conseguirem garantir as verbas para pagar as obras de reabilitação do edifício, cujo valor foi publicamente apresentado como sendo de 8,5 milhões de euros.
Estão a surgir diversos casos de despejos ou “desocupações” de moradores municipais, envolvendo mães solteiras com filhos menores, pessoas com doenças crónicas ou portadoras de graves deficiências ou ainda de familiares com problemas com a justiça. Na maioria das situações, resultam de casos mal resolvidos pela DOMUS Social, que não aceitou reagrupamentos familiares e não tem em conta a situação de crianças em risco de separação de famílias e de interrupção do ano escolar com todas as suas trágicas consequências.


