A Comissão Concelhia de Paços de Ferreira do PCP tomou conhecimento da decisão da Câmara Municipal (PS) de canalizar mais de 380 mil euros para financiar consultas no Hospital Lusíadas, uma unidade privada. Esta medida, que a autarquia justifica com as reconhecidas insuficiências do Hospital Padre Américo e dos centros de saúde, representa uma cedência inaceitável ao desinvestimento no SNS e uma normalização da sua substituição por privados.
O PCP considera que o papel da Câmara não é usar dinheiros públicos para alimentar lucros privados, mas sim exigir ao Governo os investimentos há muito necessários na ULS do Tâmega e Sousa, como a concretização do Plano de Capacitação da ULS Tâmega e Sousa, apresentado pelo PCP durante a discussão do Orçamento de Estado. Estes 380 mil euros fazem falta para investir em escolas, saneamento, rede viária ou apoio social. O seu desvio para o setor privado retira investimento de áreas vitais e contribui para o enfraquecimento do SNS, ao validar a sua incapacitação programada.


Uma delegação do PCP, que integrou o deputado Alfredo Maia e outros membros da Direcção da Organização Regional do Porto do PCP, reuniu-se hoje com o Conselho de Administração da APDL, para aprofundar conhecimento sobre o projecto de modernização e alargamento do Porto de Leixões.
Foi tornada pública a composição da nova administração da STCP, confirmando o que a DORP do PCP tem vindo a denunciar quanto à partilha de poder entre o PS e o PSD, com crescente envolvimento do CH e da IL, no que configura um Bloco Central de interesses, bem evidente no alinhamento dos diferentes responsáveis autárquicos com as opções políticas do governo de ataque aos serviços públicos, manutenção de portagens nas ex-SCUT da região e nas escolhas dos novos protagonistas da CCDR Norte, da Área Metropolitana do Porto, da CIM do Tâmega e Sousa e de outras estruturas e entidades metropolitanas, intermunicipais ou municipais.


