A mobilidade é estratégica na AMP, seja para as questões da qualidade de vida das populações, seja para o desenvolvimento da própria Área metropolitana.
Durante anos, mais de 20, batalhamos sozinhos para a implementação do passe único. Felizmente foi possível concretizar, com grandes poupanças para os utentes e crescimento muito significativo do uso de transportes públicos.
A DORP do PCP denunciou no passado dia 3 de Maio que o distrito do Porto seria o único a manter portagens nas ex-SCUT, fruto do chumbo da proposta do PCP e da exclusão das ex-SCUT do distrito da proposta do PS.
Após a denúncia do PCP, vem agora a distrital do Porto do PSD reagir à discriminação do distrito do Porto que é a única região do país que passará a ter portagens nas ex-SCUT, considerando que se trata de uma medida discriminatória que ignora o distrito, adiantando ainda que vai reunir com o governo e os deputados do seu partido.
A Assembleia da República rejeitou, ontem, um projecto de lei do PCP para a eliminação de um conjunto de portagens em ex-SCUT, incluindo na região do Porto, e a consequente reversão das concessões a privados.
Apesar de ter sido aprovado um projecto de eliminação apresentado pelo Partido Socialista, que ao longo dos anos chumbou sistematicamente iniciativas do PCP, a solução é incompleta, porque não abrange nenhuma ex-SCUT do distrito do Porto (A41, a A42 e a A29, bem como os pórticos da A4 e da A28 existentes no distrito) e porque não reverte as concessões.
A existência de taxas de portagens nas antigas autoestradas SCUT constituiu um rude golpe no tecido económico da região e agravou as já difíceis condições de vida de todos aqueles que, sem alternativas, circulam nestas vias estruturantes.
A forma como está a ser preparada a reabertura do serviço de passageiros na Linha de Leixões motivou um questionamento do Grupo Parlamentar do PCP ao governo ainda em funções, responsável político pelo protocolo que hoje será assinado entre a Câmara de Matosinhos, a IP e a CP.