O Ministério da Educação divulgou ontem a lista de mais 239 escolas do primeiro ciclo que encerrarão. Mais de 20% dos casos situam-se no distrito do Porto.Estes encerramentos inserem-se num processo de degradação e ataque à Escola Pública que une a “troika nacional” (PS, PSD e CDS) há vários anos, que levou já ao encerramento de milhares de escolas em todo o país, tendo o distrito do Porto visto encerradas mais de 200 escolas nos últimos 5 anos.
A estratégia dos sucessivos governos tem passado por deixar que as instalações actuais se degradem, para depois prometer uma escola nova e com condições de funcionamento. Contudo, o que o governo apresenta não é uma escola nova para substituir as escolas que encerram, mas sim mega-escolas (com mega-problemas, que originam mega-despedimentos de professores e de outros funcionários) para alegadamente substituir as dezenas de escolas que encerram.

Os deputados do PCP visitaram hoje várias escolas Secundárias do distrito que tinham previstas obras de requalificação no âmbito da actividade da empresa Parque Escolar, mas que viram os seus projectos cancelados. Há projectos, há expectativas que foram criadas na comunidade escolar, há necessidade de realização das obras, por isso o PCP defende o avanço da requalificação das escolas.
Através de diversa documentação e posições escritas que chegaram a este Grupo Parlamentar, provenientes de Pais e Encarregados de Educação e, igualmente, através de informação escrita produzida pelo próprio Conservatório de Musica do Porto, tomámos conhecimento que a resposta/oferta desta Escola pública face ao número de candidatos a frequentar este estabelecimento de ensino ficou, no presente ano lectivo, bem aquém do necessário e desejável.


