Nascido em Estremoz, em 1935, depois de ter frequentado a Escola de Artes Decorativas António Arroio, em Lisboa, ingressou na Escola Superior de Belas Artes do Porto, de que viria a ser professor. Formou-se com a mais elevada classificação, 20 valores, e por isso integrou, com Ângelo de Sousa, Jorge Pinheiro e José Rodrigues, o Grupo Os Quatro Vintes, que, nas décadas de 60 e 70, realizou marcantes exposições em Lisboa, Porto e Paris.
Pintor, escultor, distinguiu-se também nas artes gráficas, tendo criado na Faculdade de Belas Artes do Porto o Curso Superior de Design de Comunicação, e participado activamente no campo editorial, designadamente com a Inova, a Limiar e a Oiro do Dia, em estreita colaboração com o editor José da Cruz Santos.
Na semana passada a Área Metropolitana do Porto (AMP) aprovou o seu Plano de Actividades e Orçamento para 2026, com o consenso e unanimidade que tem caracterizado a convergência do Bloco Central de Interesses que domina e distribui entre si os lugares nos órgãos de poder regional, metropolitano e intermunicipal.
Depois de semanas a dar o desenvolvimento económico e a juventude como prioridades metropolitanas, agora a segurança parece emergir como a grande prioridade, num orçamento metropolitano que não chega sequer a ¼ do orçamento do concelho do Porto.
O que falta em meios, sobra em demagogia e propaganda, com o presidente do Conselho Metropolitano a destacar a “forte ambição” e a referir a segurança como base para o desenvolvimento de outros projectos, anunciando a intenção de instalar sistemas de videovigilância nos 17 concelhos da AMP.