Nascido em Estremoz, em 1935, depois de ter frequentado a Escola de Artes Decorativas António Arroio, em Lisboa, ingressou na Escola Superior de Belas Artes do Porto, de que viria a ser professor. Formou-se com a mais elevada classificação, 20 valores, e por isso integrou, com Ângelo de Sousa, Jorge Pinheiro e José Rodrigues, o Grupo Os Quatro Vintes, que, nas décadas de 60 e 70, realizou marcantes exposições em Lisboa, Porto e Paris.
Pintor, escultor, distinguiu-se também nas artes gráficas, tendo criado na Faculdade de Belas Artes do Porto o Curso Superior de Design de Comunicação, e participado activamente no campo editorial, designadamente com a Inova, a Limiar e a Oiro do Dia, em estreita colaboração com o editor José da Cruz Santos.
Foi um dos fundadores da Cooperativa Árvore. Armando Alves fez parte de uma geração que marcou a vida cultural do Porto, não apenas pelo mérito e qualidade da criação artística mas pela partilha dos valores da liberdade e da emancipação social, tendo estado presente em numerosas lutas contra a ditadura e pela democracia nascida no 25 de Abril.
Entre outras obras notáveis, é autor do Mural existente no Centro de Trabalho do PCP, na Avenida da Boavista.
Agraciado com o Grau de Grande Oficial da Ordem de Mérito, em 2006, a sua obra está amplamente representada, designadamente no Museu Soares dos Reis e no Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian.
A DORP do PCP endereça à família e amigos as mais sentidas condolências.






