A multiplicação de cortes do serviço de electricidade é ainda mais escandalosa perante os sucessivos
anúncios de lucros milionários da EDP, que ainda esta semana tornou público que acumulou cerca de
800 milhões de euros de lucros apenas nos primeiros nove meses do ano corrente.
Os problemas sociais reclamam uma resposta social. Assim, o PCP reclama a necessidade de encontrar
soluções de pagamento da electricidade, mas também água, gás e rendas, compatíveis com os
rendimentos das famílias e reitera a sua exigência da elaboração de um Plano de Emergência Social
para a Região do Porto, com o diagnóstico das situações de famílias em risco de pobreza, de ficar sem
acesso a bens e serviços essenciais, como luz, água, medicação, habitação, entre outros, e o
estabelecimento de medidas capazes de contribuir para inversão da situação. Tal plano implica, entre
outras questões, a reavaliação dos pedidos de acesso a prestações sociais indeferidos, o reforço das
prestações sociais, uma política de aumento dos salários e pensões, a valorização dos serviços públicos
e das funções sociais do Estado e a promoção do acesso a uma habitação digna, com mais e melhor
habitação social e a revogação da nova legislação de arrendamento.
O PCP considera ainda que a Câmara do Porto não pode pretender passar à margem desta situação e
reclama que esta deve exigir do Governo medidas concretas para este tipo de casos, mas também
assumir uma postura de verdadeira sensibilidade social no âmbito dos seus meios e competências,
nomeadamente ao nível da gestão dos bairros municipais, algo que manifestamente não tem feito, e
que, por exemplo, os aumentos brutais dos preços das rendas sociais confirmam. Rui Moreira e Manuel
Pizarro não podem passar a vida a falar em solidariedade social e depois ficarem inertes perante uma
situação tão grave como esta.
Sobre o encerramento do centro de saúde de Azevedo, Campanhã
Durante o dia de hoje, foi afixado um papel na entrada da extensão de Azevedo do Centro de Saúde de
Campanhã informando do encerramento a partir de 2ªfeira desta unidade de saúde. Tal significa que
aquela que é uma das zonas mais carenciadas da cidade do Porto – Azevedo – fica sem um dos seus
principais serviços públicos. Assim, depois de recentemente encerrar a estação dos CTT, que foi
substituída por um posto à responsabilidade da Junta de Freguesia, e de tentarem encerrar a esquadra
da PSP, objectivo adiado pela luta das populações, procura agora o Governo tirar à população de
Azevedo a sua unidade pública de saúde.
A construção de novas instalações para a extensão de Azevedo do Centro de Saúde de Campanhã
esteve prevista no plano do Programa Bairros Críticos, no quadro de uma requalificação geral do Bairro
do Lagarteiro e de parte da zona de Azevedo, mas não se chegou a verificar por culpa dos sucessivos
governos PS e PSD/CDS.
O Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da República entregou já um requerimento questionando o
Ministério da Saúde sobre esta intenção (em anexo).
O PCP sublinha a sua solidariedade com os justos protestos que os utentes estão a realizar em defesa
do direito à saúde e exalta a população a não desistir de se bater para continuar a ter em Azevedo uma
unidade pública de serviços primários de saúde.
Os exemplos dos cortes de luz nos bairros sociais do Porto e o encerramento da extensão de
Azevedo do Centro de Saúde de Campanhã são exemplos concretos e evidentes do crescente
agravamento da situação económica e social em resultado das políticas desgraçadas levadas a
cabo nos planos nacional e local.
A cada dia que passa se confirma que a demissão do actual governo, a ruptura com estas
políticas e com o Pacto de Agressão subscrito ente a troika nacional PS/PSD/CDS e a troika
estrangeira e a concretização de uma política patriótica e de esquerda são condições urgentes e
necessárias para a resolução dos principais problemas com que Portugal e os portugueses se
confrontam.
Atentamente.
A Direcção da Organização da Cidade do Porto do PCP
Exemplos concretos das políticas desgraçadas levadas a cabo nos planos nacional e local Sobre os cortes de electricidade nos bairros sociais A EDP está a proceder ao corte abrupto do fornecimento de electricidade em várias habitações debairros sociais da cidade do Porto, entre os quais o Lagarteiro e Contumil, justificando esta medida como não pagamento de contas em atraso. Trata-se, portanto, de um plano de cortes coercivos de fornecimentos de electricidade dirigido para os bairros sociais, o que representa uma opção assente em critérios economicistas, profundamente injusta e até reveladora de uma abordagem estigmatizante deuma população vítima de grande fragilidade social.
forças sociais fizeram à prática anti-democrática, autoritária e prepotente de Rui Rio e
da coligação PSD/CDS.
A anulação das normas municipais limitadoras da liberdade de expressão é um
imperativo democrático e uma obrigação incontornável dos órgãos municipais, sob
pena da Câmara do Porto continuar a colocar em causa o inalienável direito ao livre
exercício da propaganda política e a afrontar expressa e deliberadamente o Tribunal
Constitucional.
O PCP reitera a sua determinação em continuar a utilizar todos os meios políticos e
judiciais no sentido do respeito pela Constituição da República Portuguesa e pelos
princípios democráticos.
Atentamente.
Porto, 31 de Outubro de 2013
A Direcção da Organização da Cidade do Porto do PCP
Revogação de regulamento de propaganda declarado inconstitucional é um imperativo democrático No próximo sábado, no Instituto Superior de Engenharia, o PCP vai levar a cabo umcomício com a participação do seu Secretário-Geral Jerónimo de Sousa. Com o objectivo de divulgar esta importante iniciativa foram colocadas várias estruturas de propaganda mupi em diferentes pontos da cidade do Porto. Durante o dia de ontem, 30 de Outubro, sem qualquer informação prévia, a Câmara do Porto procedeu à sua remoção coerciva. Este facto assume particular gravidade tendo em conta o recente Acórdão do Tribunal Constitucional que declarou inconstitucionais as normas municipais relativas à colocação de propaganda política em vigor no Porto, reforçando as criticas que o PCP e diversas forças sociais fizeram à prática anti-democrática, autoritária e prepotente de Rui Rio e da coligação PSD/CDS.
PS dá total cobertura à candidatura de Rui Moreira e ao seu programa de aprofundamento das políticas de direita. CDU afirma-se como grande força de oposição portadora de um projecto alternativo.
Perante a oficialização do designado “Acordo de Governação da cidade do Porto” firmado entre Rui Moreira/CDS-PP/PS envolvendo a gestão do Executivo Municipal, da Assembleia Municipal e de seis das sete freguesias do concelho, a CDU – Coligação Democrática Unitária torna públicas as seguintes considerações:
• Este desfecho corresponde ao resultado de um processo de “namoro político” entre as candidaturas autárquicas do PS e Rui Moreira/CDS-PP, cujos processos de pré-campanha e campanha eleitoral foram marcados por uma grande sintonia numa postura concordante com eixos fundamentais dos 12 anos de maioria Rui Rio/Coligação PSD/CDS-PP e na ausência de propostas capazes de concretizar a mudança de políticas de que impõe;
• Pese embora toda a campanha mediática para apresentar a candidatura encabeçada por Rui Moreira como “verdadeiramente independente” e percursora de uma alegada “nova forma de fazer política”, a CDU, desde a primeira hora, denunciou o papel fulcral exercido na mesma pelo CDS-PP, por fracções do PSD e por outros sectores da direita política, económica e financeira;
• Importa sublinhar que o acordo Rui Moreira/CDS-PP/PS implica o exercício de funções pelos eleitos do PS nos órgãos autárquicos do Porto (Câmara, Assembleia Municipal e freguesias) sem autonomia nem independência relativamente aos seus aliados políticos e subordinados à concretização de um programa cujos traços essenciais correspondem à continuidade da anterior gestão autárquica da coligação PSD/CDS-PP;
• Num quadro político e institucional marcado pela ausência de maiorias absolutas nos órgãos municipais e na generalidade das freguesias, no qual seriam muitas as possibilidades de convergências em torno de questões concretas tendo em vista a resolução dos problemas existentes, o PS optou por dar total cobertura à candidatura de Rui Moreira e ao seu programa de aprofundamento das políticas de direita;
• Com esta atitude, o PS deixou, mais uma vez, “cair a máscara”, demonstrando como eram falsos e oportunistas os seus apelos a uma “coligação de esquerda” que,
objectivamente, apenas serviam para camuflar o seu papel na implementação de políticas de direita – quer no Porto, quer no País;
• Perante as novas maiorias absolutas Rui Moreira/CDS-PP/PS com a participação de sectores do PSD, a CDU reafirma o seu compromisso de defesa de um projecto de esquerda para o Porto e profundo empenhamento na defesa dos interesses das populações, dos trabalhadores e da cidade. O povo do Porto pode continuar a contar com a CDU como grande força da oposição portadora de uma alternativa política assente em critérios de justiça social e de defesa do Poder Local Democrático, com uma prática de permanente proximidade com as pessoas e de apresentação de propostas fundamentadas.
Atentamente.
A CDU – Coligação Democrática Unitária / Cidade do Porto
PS dá total cobertura à candidatura de Rui Moreira e ao seu programa de aprofundamento das políticas de direita. CDU afirma-se como grande força de oposição portadora de um projecto alternativo. Perante a oficialização do designado “Acordo de Governação da cidade do Porto” firmado entre Rui Moreira/CDS-PP/PS envolvendo a gestão do Executivo Municipal, da Assembleia Municipal e de seis das sete freguesias do concelho, a CDU – Coligação Democrática Unitária torna públicas as seguintes considerações: • Este desfecho corresponde ao resultado de um processo de “namoro político” entre as candidaturas autárquicas do PS e Rui Moreira/CDS-PP, cujos processos de pré-campanha e campanha eleitoral foram marcados por uma grande sintonia numa postura concordante com eixos fundamentais dos 12 anos de maioria Rui Rio/Coligação PSD/CDS-PP e na ausência de propostas capazes de concretizar a mudança de políticas de que impõe;
Na sequência do recente acórdão do Tribunal Constitucional que declarou inconstitucionais as proibições municipais à livre colocação de propaganda política em vigor na cidade do Porto, o PCP, num acto de afirmação inalienável direito de liberdade de expressão, procedeu à dias à colocação de painéis mupi em zonas que as normas municipais assinalam como proibidas (ver http://www.porto.pcp.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=1881:tribunal-constitucional-declara-inconstitucionalidade-das-proibicoes-a-livre-colocacao-de-propaganda-politica-em-vigor-na-cidade-do-porto&catid=22:porto&Itemid=30).
Numa postura de claro desrespeito e afrontamento da decisão do Tribunal Constitucional e de persistência na prática de prepotência que tem caracterizado os seus mandatos, Rui Rio e a actual maioria procederam ilegalmente à remoção dessas estruturas, colocando-se mais uma vez à margem da lei.
Assim, depois de não acatar as decisões do Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto e do Tribunal da Relação do Porto sobre a matéria, desta feita, Rui Rio, ultrapassando todos os limites, violou expressa e deliberadamente um acórdão inequívoco do Tribunal Constitucional. Tal trata-se de uma decisão profundamente condenável, particularmente grave e reveladora de concepções ideológicas antidemocráticas.
Perante esta situação, o PCP reafirma que continuará a exercer o direito de propaganda e liberdade de expressão consagrados na Constituição da República Portuguesa e a lutar com todos os meios políticos e jurídicos ao seu dispor contra os condicionamentos ilegais ao seu exercício.
Porto, 12 de Outubro de 2013
A Direcção da Organização da Cidade do Porto do PCP
Na sequência do recente acórdão do Tribunal Constitucional que declarou inconstitucionais as proibições municipais à livre colocação de propaganda política em vigor na cidade do Porto, o PCP, num acto de afirmação inalienável direito de liberdade de expressão, procedeu há dias à colocação de painéis mupi em zonas que as normas municipais assinalam como proibidas. Numa postura de claro desrespeito e afrontamento da decisão do Tribunal Constitucional e de persistência na prática de prepotência que tem caracterizado os seus mandatos, Rui Rio e a actual maioria procederam ilegalmente à remoção dessas estruturas, colocando-se mais uma vez à margem da lei. Assim, depois de não acatar as decisões do Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto e do Tribunal da Relação do Porto sobre a matéria, desta feita, Rui Rio, ultrapassando todos os limites, violou expressa e deliberadamente um acórdão inequívoco do Tribunal Constitucional. Tal trata-se de uma decisão profundamente condenável, particularmente grave e reveladora de concepções ideológicas antidemocráticas.