A crescente dificuldade de acesso à Habitação é uma das mais vincadas expressões de políticas antisociais e antipatrióticas deste Governo PSD/CDS, apoiada por CH e IL.
O Governo está a actuar como especulador imobiliário destruindo a vida de milhares de famílias e não como o garante do direito à Habitação como determina a Constituição. A luta pelo direito à Habitação, legítima e necessária, tem vindo a intensificar-se nos últimos anos, sob diversas formas, por todo o País.
No Porto, temos assistido a expressões dessa reivindicação pelo direito a ter casa para viver, designadamente na Praça D. João I, nos últimos dias. A forma como as forças policiais intervieram é desproporcional e incompreensível, a exigir um cabal apuramento, incluindo responsabilidades políticas.
O direito de manifestação tem que ser garantido. As declarações do Presidente da Câmara Municipal do Porto e, já hoje, do Primeiro-Ministro não podem deixar de ser vistas como provocatórias e irresponsáveis. O Governo promove a especulação e submete-se aos especuladores. O que se exige são respostas e soluções que garantam o direito à Habitação e não ameaças e recriminações instigadoras. Quem luta pelo direito à Habitação não está a expressar egoísmo como acusa o Primeiro-Ministro. Egoísmo, insensibilidade social e submissão aos interesses dos especuladores e do capital financeiro é o que caracteriza a política de Habitação deste Governo.
A luta contra este Governo e a sua política de desastre é necessária. A DORP do PCP apela aos trabalhadores, à juventude e ao povo da região para que não se calem nem se resignem perante as injustiças e as desigualdades, e apela à participação de todos na Manifestação convocada pela CGTP, no próximo Sábado, pelas 10h30, com partida da Praça da Batalha.





