O PCP questionou através da Assembleia da República o Ministério da Economia, do Emprego, das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, relativamente ao encerramento, anunciado para breve, de 10 Estações de Correios situados no distrito do Porto.Procura-se assim interrogar o Governo relativamente às consequências gravosas que daí resultarão para utentes e trabalhadores dos CTT, procurando ainda contrariar este caminho de liquidação de serviços públicos de que resulta uma diminuição da qualidade de vida das populações abrangidas e o agravamento do flagelo do desemprego, que assume proporções verdadeiramente preocupantes na região.


A maioria PSD/CDS aprovou na última reunião da Assembleia Municipal a criação de uma nova Taxa da Protecção Civil, destinada a pagar serviços de bombeiros e outros que sempre foram prestados e para os quais se destinam os impostos que todos pagam. Contra estiveram, além da CDU, as outras forças políticas e dois deputados independentes.
A DORP do PCP, reunida ontem dia 17, procedeu à análise das eleições legislativas e da situação delas resultante; discutiu a situação política e social e o desenvolvimento da luta no distrito do Porto; debateu e definiu as linhas de intervenção e de reforço da organização partidária.
Para a melhoria dos transportes da área do Grande Porto, designadamente do metro do Porto, dada a possibilidade de aumentar a mobilidade das pessoas e diminuir os impactos ambientais, é fundamental financiar as suas extensões, designadamente em Vila Nova de Gaia (Vila D'Este), Gondomar e Porto/Matosinhos. As quatro novas extensões previstas, envolvendo 30 km de carris e 36 novas estações, permitiriam servir mais 200 mil pessoas.
Já não bastavam os cortes nos salários e pensões, os golpes profundos nas prestações sociais, uma saúde que se adivinha cada vez mais cara, o desemprego galopante, que não pára de bater máximos - o valor mais recente do Eurostat aponta para uma taxa de 12,6%, em Abril -, o crescente flagelo dos salários em atraso – em 2010 atingiram o valor recorde de 28,4 milhões de euros, mais 3 800 do que em 2009, anunciou a Autoridade para as Condições de Trabalho -, outros factores vão tornando as condições de vida dos portugueses progressivamente mais nefastas.
1. Quando foi lançado o concurso para o Mercado do Bom Sucesso, a maioria PSD/CDS dizia que o caderno de encargos iria “premiar” as propostas quevalorizassem a manutenção dos actuais comerciantes (era mesmo dito, no artigo 20º do caderno de encargos que “poderão continuar a exercer a sua actividadeno mercado todos os actuais comerciantes que manifestem essa intenção junto da entidade adjudicante”.
A Sunviauto, empresa sediada em Vila Nova de Gaia, encontra-se em Lay-off, o que significa que recebe dinheiro da Segurança Social para pagar os salários aos trabalhadores. Esta ajuda do Estado é sujeita a regras bem definidas que devem ser respeitadas, sendo que uma delas determina que a empresa beneficiária não pode ter trabalhadores temporários no quadro de pessoal da empresa. O PCP sabe que o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) realizou hoje entrevistas a trabalhadores desempregados (com a qualificação de soldadores), com o objectivo de os colocar numa empresa de trabalho temporário, a Geserfor, que por fim os colocará a trabalhar na Sunviauto. Esta é uma situação ilegal e que demonstra incompetência do IEFP, que devia saber que esta empresa está em Lay-off.

