Sobre a Maternidade do Hospital de Santo Tirso

Face à insistência do Governo em encerrar o Bloco de Partos da Maternidade do Hospital de Santo Tirso mesmo antes de haver uma decisão do recurso judicial apresentado no Tribunal Administrativo, a Comissão Concelhia de Santo Tirso do PCP torna público que:

1.Continua a defender a manutenção em funcionamento de todas as valências da Maternidade do Hospital de Santo Tirso, nomeadamente do seu Bloco de Partos, salvaguardando sempre todas as questões de segurança que os profissionais de saúde daquele Hospital sempre afirmaram estar garantidas.

2.Lamenta o acordo celebrado entre a ARS Norte e a Administração do Hospital de Santo Tirso que conduziu ao encerramento da Maternidade ainda antes de se conhecer a decisão final do Tribunal Administrativo.

3.Condena a posição do presidente da Câmara Municipal que aceita como definitivo o encerramento da maternidade sem esgotar todos os meios ao seu alcance para impedir esta injustiça para com os tirsenses;

4.Salienta o recuo do Governo ao permitir que as parturientes optem pelo Hospital de Vila Nova de Famalicão ou qualquer outro da sua preferência, assumindo assim que o Hospital de Vila Nova de Famalicão não tem capacidade para absorver toda a população dos concelhos de Santo Tirso, Trofa e de algumas freguesias da Maia e de Paços de Ferreira que actualmente recorrem ao Hospital de Santo Tirso.

5.Considera fundamental a construção das novas instalações para o edifício hospitalar que o PS, PSD e CDS têm vindo a impedir ao chumbar as propostas que o PCP tem apresentado aquando da discussão dos sucessivos Orçamentos de Estado.

6.Não aceitará a troca da Maternidade por obras no Hospital, por considerar que os Serviços de Saúde são um bem essencial que não pode ser trocado por umas quaisquer obras de remodelação.

Pela Comissão Concelhia de Santo Tirso do PCP

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