Na semana passada a Área Metropolitana do Porto (AMP) aprovou o seu Plano de Actividades e Orçamento para 2026, com o consenso e unanimidade que tem caracterizado a convergência do Bloco Central de Interesses que domina e distribui entre si os lugares nos órgãos de poder regional, metropolitano e intermunicipal.
Depois de semanas a dar o desenvolvimento económico e a juventude como prioridades metropolitanas, agora a segurança parece emergir como a grande prioridade, num orçamento metropolitano que não chega sequer a ¼ do orçamento do concelho do Porto.
O que falta em meios, sobra em demagogia e propaganda, com o presidente do Conselho Metropolitano a destacar a “forte ambição” e a referir a segurança como base para o desenvolvimento de outros projectos, anunciando a intenção de instalar sistemas de videovigilância nos 17 concelhos da AMP.


O Grupo Parlamentar do PCP tomou conhecimento de mais um despedimento colectivo na empresa CaetanoBus, do Grupo Salvador Caetano, sediada em Vila Nova de Gaia, que, no seguimento de aplicação de lay-off, pretende lançar no desemprego 88 trabalhadores.
A concessão do serviço de bar nos comboios de longo curso da CP evidenciam bem o quanto errado é o caminho da externalização (outsourcing) que o governo pretende impor com o Pacote Laboral. A vida dos trabalhadores ficou pior e o serviço prestado aos utentes também.


