Foi tornada pública a composição da nova administração da STCP, confirmando o que a DORP do PCP tem vindo a denunciar quanto à partilha de poder entre o PS e o PSD, com crescente envolvimento do CH e da IL, no que configura um Bloco Central de interesses, bem evidente no alinhamento dos diferentes responsáveis autárquicos com as opções políticas do governo de ataque aos serviços públicos, manutenção de portagens nas ex-SCUT da região e nas escolhas dos novos protagonistas da CCDR Norte, da Área Metropolitana do Porto, da CIM do Tâmega e Sousa e de outras estruturas e entidades metropolitanas, intermunicipais ou municipais.
Das personalidades agora escolhidas não se lhes reconhece um percurso de defesa da STCP enquanto empresa pública de transportes, antes pelo contrário. Não se lhes reconhece uma visão para a consolidação desta empresa enquanto empresa metropolitana de referência no transporte rodoviário que deve consolidar e alargar a operação nos concelhos onde hoje presta serviço, antes pelo contrário.
A DORP do PCP expressa a sua preocupação com a estratégia dos autarcas da Área Metropolitana do Porto que fizeram estas escolhas, por considerar que não são tomadas no pressuposto do necessário reforço da STCP e melhoria das condições de operação.
A realidade da Área Metropolitana do Porto reclama uma STCP mais presente na resposta às necessidades de mobilidade das populações, com a preparação da empresa para assumir a operação nos 6 concelhos onde presta serviço (Porto, Gaia, Gondomar, Matosinhos, Maia e Valongo), substituindo a rede UNIR cujas falhas e problemas de serviço continuam a infernizar a vida de muitos utentes. Um caminho que reclama igualmente a melhoria das condições de trabalho, dignificação dos trabalhadores e valorização de salários e direitos.
Porto, 4 de Fevereiro de 2026
O Gabinete de Imprensa da DORP do PCP
