Saúde

PCP pede contas ao governo sobre o CAC da Prelada

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20260409 cac preladaAlfredo Maia, deputado do PCP, dirigiu à Ministra da Saúde uma pergunta escrita reclamando a avaliação que o governo faz da criação do Centro de Atendimento Clínico (CAC) no Hospital da Prelada após quase dois anos, da sua fiscalização e da despesa que o SNS teve com esta medida, assim como se pretende renovar este acordo.

A partir do argumento de que a entrega da prestação de cuidados aos utentes triados como pouco urgentes (pulseiras verdes e amarelas) no Hospital de São João e no Hospital de Santo António, aliviaria a resposta às situações de maior urgência, assim como a pressão sobre especialidades que assumem a primeira linha de atendimento nesse serviço, o Governo empurrou para o Hospital da Prelada dezenas de milhares de pessoas, pagos a um valor anunciado de 45 euros por utente.

Para lá da evidência de que em nada se aliviou a pressão e capacidade de resposta destes hospitais, com esta medida foram desviados do SNS vários milhões de euros para o negócio da doença, duplicando até gastos e deslocações nas situações de encaminhamento hospitalar – recursos que podiam e deveriam ter sido usados para aumentar a capacidade de resposta pública e para garantir a continuidade dos cuidados, desde logo nas situações de doença aguda ligeira a partir de uma rede de proximidade nos centros de saúde, com horário alargado.

Para a DORP do PCP, a resolução dos elevados tempos de espera nos serviços de urgência e de acesso às especialidades não é possível sem enfrentar a desvalorização dos profissionais de saúde, rejeitando medidas de desumanização e condicionamento de acesso à saúde, como a obrigação de triagem prévia pela linha SNS 24, ou a instrumentalização de problemas para financiar os grupos privados, e é nesse sentido que continuará a intervir.

Porto, 9 de Abril de 2026
O Gabinete de Imprensa da DORP do PCP