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Mandato aberto e debate sobre problemas sociais no distrito do Porto
Segunda, 11 Fevereiro 2013 17:55
Realizou-se, hoje, um mandato aberto com os deputados do PCP, Jorge Machado e Honório Novo, em que também participaram membros da DORP, designadamente Ilda Figueiredo.
Desta vez foram visitadas quatro IPSS – Associação Vai Avante, em S. Pedro da Cova; Centro e Paroquial de Oliveira do Douro; Santa Casa da Misericórdia da Maia e Associação Lavrense de Apoio ao Diminuído Intelectual.
Nas várias instituições visitadas em quatro municípios do Grande Porto há um conjunto de questões e problemas comuns a um distrito onde o desemprego e a pobreza não param de aumentar, assumindo uma das mais graves situações nacionais. Daí que as instituições vivam os dramas humanos com crescente apreensão dados os meios escassos para responder a um crescimento da pobreza que afecta de um modo particular as crianças, os idosos e as famílias com desempregados.
Neste momento, a maioria das instituições refere a falta de respostas da Segurança Social, seja para alargar os protocolos existentes, seja para atender à diminuição do rendimento das famílias o que se reflecte na diminuição das suas comparticipações nas prestações pagas às IPSS. Todos vêem com apreensão o futuro próximo se o desemprego não for travado e se não forem alteradas as políticas económicas e sociais no plano nacional.
Foram fornecidos elementos que completam o debate realizado pela DORP do PCP no passado dia 9 de Fevereiro, na Junta de Freguesia de S. Nicolau, em que participaram dezenas de pessoas, incluindo dirigentes e técnicos de IPSS e da Segurança Social. Aí, por exemplo, foi afirmado que, só na cidade do Porto, no âmbito da área da estratégia nacional de apoio aos sem abrigo, foram intervencionadas cerca de 1380 pessoas, o que constitui um aumento de cerca de 25% relativamente ao ano anterior.
Os deputados do PCP eleitos no distrito do Porto irão, agora, levar à Assembleia da República as situações referidas e questionarão o Governo visando a resolução de problemas concretos, além de continuarmos a luta contra esta política e este governo, exigindo a ruptura que se impõe e a alternativa política patriótica e de esquerda, apelando à participação de todos na manifestação da CGTP do próximo dia 16 de Fevereiro.
Porto, 11 de Fevereiro de 2013
Gabinete de Imprensa da DORP do PCP
20130211_pobrezaRealizou-se, hoje, um mandato aberto com os deputados do PCP, Jorge Machado e Honório Novo, em que também participaram membros da DORP, designadamente Ilda Figueiredo. 
Desta vez foram visitadas quatro IPSS – Associação Vai Avante, em S. Pedro da Cova; Centro Social e Paroquial de Oliveira do Douro; Santa Casa da Misericórdia da Maia e Associação Lavrense de Apoio ao Diminuído Intelectual.
Nas várias instituições visitadas em quatro municípios do Grande Porto há um conjunto de questões e problemas comuns a um distrito onde o desemprego e a pobreza não param de aumentar, assumindo uma das mais graves situações nacionais. Daí que as instituições vivam os dramas humanos com crescente apreensão dados os meios escassos para responder a um crescimento da pobreza que afecta de um modo particular as crianças, os idosos e as famílias com desempregados.
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PSD e CDS chumbaram Projecto de Resolução do PCP recomendando ao Governo que garanta o financiamento capaz de permitir a concretização da programação cultural da Casa da Música
Sexta, 08 Fevereiro 2013 14:36
PSD e CDS impediram hoje a aprovação pela Assembleia da República de um projecto de resolução do PCP relativo ao financiamento da Casa da Música.
Este facto evidencia claramente a falta de vontade política destes partidos em contribuir para um cumprimento cabal das potencialidades daquele que é um dos principais equipamentos culturais do país.
Por outro lado, este voto contra assumido por deputados da Assembleia da República afectos a candidaturas autárquicas ao Município do Porto, como é o caso de Paulo Portas (CDS), em relação a Rui Moreira, ou de Couto dos Santos, Virgílio Macedo e Paulo Rios (PSD), em relação a Luís Filipe Meneses, constitui mais um exemplo de que estes partidos têm duas caras e duas práticas distintas: manifestações demagógicas de preocupação junto das populações e das instituições da cidade e da região do Porto e a concretização de opções de desinvestimento e de ataque aos serviços públicos nos órgãos próprios de decisão.
ver Projecto de resolução 553-XII (2.ª)
08.02.2013
O Gabinete de Imprensa da DORP do PCP
casadamusica2PSD e CDS impediram hoje a aprovação pela Assembleia da República de um projecto de resolução do PCP relativo ao financiamento da Casa da Música.
Este facto evidencia claramente a falta de vontade política destes partidos em contribuir para um cumprimento cabal das potencialidades daquele que é um dos principais equipamentos culturais do país. Por outro lado, este voto contra assumido por deputados da Assembleia da República afectos a candidaturas autárquicas ao Município do Porto, como é o caso de Paulo Portas (CDS), em relação a Rui Moreira, ou de Couto dos Santos, Virgílio Macedo e Paulo Rios (PSD), em relação a Luís Filipe Meneses, constitui mais um exemplo de que estes partidos têm duas caras e duas práticas distintas: manifestações demagógicas de preocupação junto das populações e das instituições da cidade e da região do Porto e a concretização de opções de desinvestimento e de ataque aos serviços públicos nos órgãos próprios de decisão. 

ver Projecto de resolução 553-XII (2.ª)

08.02.2013
O Gabinete de Imprensa da DORP do PCP
 
Contra o encerramento do balcão da ADSE
Sexta, 08 Fevereiro 2013 17:07
Utentes da ADSE estiveram hoje concentrados na Loja do Cidadão no Porto, protestando contra a tentativa de encerramento do Balcão e pela defesa da ADSE.
Uma delegação da DORP do PCP esteve presente solidária com a luta dos trabalhadores.
20130208_adseUtentes da ADSE estiveram hoje concentrados na Loja do Cidadão no Porto, protestando contra a tentativa de encerramento do Balcão e pela defesa da ADSE.
Uma delegação da DORP do PCP esteve presente solidária com a luta dos trabalhadores.
 
Reformados em luta pelos seus direitos
Sexta, 08 Fevereiro 2013 17:02
Centena e meia de reformados, protestaram hoje contra os cortes nas pensões, exigindo a actualização das reformas mais baixas, contra o aumento da idade da reforma, abolição das taxas moderadoras e revogação da lei do arrendamento.
Exigiram também a demissão do governo como forma de travar este ataque contra os reformados e o povo português.
20130208_reformados
Realizou-se hoje um protesto de reformados contra os cortes nas pensões, exigindo a actualização das reformas mais baixas, contra o aumento da idade da reforma, abolição das taxas moderadoras e revogação da lei do arrendamento.
Os manifestantes, que contaram com a solidariedade de uma delegação da DORP, exigiram também a demissão do governo como forma de travar este ataque contra os reformados e o povo português.
 
PCP questiona Governo sobre despedimento colectivo na Rádio Popular
Segunda, 04 Fevereiro 2013 10:46
Foi recentemente anunciado pelo CESP – Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, a intenção da empresa Rádio Popular em proceder a um despedimento colectivo de 52 trabalhadores. Esta grande empresa da área de comércio/serviços tem lojas espalhadas por todo o país, sendo que duas delas têm lugar em Gaia – nos Carvalhos (Pedroso) e em Santa Marinha.
A empresa, que, para esta decisão, se escuda na conjuntura económica e na quebra de consumo durante o ano de 2012, mantendo-se previsivelmente em 2013, é a mesma empresa que tem apresentado avultados lucros nos últimos anos e que se tem pautado por uma política de incumprimento ou manutenção dos mínimos contratuais e de ataque aos direitos laborais dos seus trabalhadores.
A concretização deste despedimento colectivo é mais uma demonstração inequívoca de como as opções políticas deste Governo PSD/CDS são erradas e originam recessão e desemprego. As mesmas opções políticas seguidas pela Câmara Municipal de Gaia, que permite e incentiva o aparecimento de médias e grandes superfícies na área de comércio/serviços, secando o comércio tradicional e condenando-o ao desaparecimento. Coloca-se ao lado do grande patronato e contra os trabalhadores, como aliás foi notório, aquando da anuência (com tiques de vassalagem), ao alargamento do horário das grandes superfícies ao domingo. Na altura, afirmavam PSD, CDS e PS que assim se combateria o desemprego, ideia fortemente contestada pela CDU na Assembleia Municipal. A realidade que se seguiu provou a razão do PCP e da CDU. À medida que encerram lojas de comércio tradicional e se engrossam os números do desemprego, as médias e grandes superfícies que vão ocupando esse lugar, facilmente acabam por despedir trabalhadores quando os lucros obtidos não são aqueles que pretendem, fugindo a qualquer tipo de responsabilidade social.
No caso da Rádio Popular, será ainda de destacar que neste despedimento colectivo se encontram os Delegados Sindicais mais activos, ficando claro o seu incómodo com o Sindicato e com os trabalhadores mais interventivos e consequentes – é um despedimento colectivo que não está livre de intenções políticas inadmissíveis.
Neste sentido o PCP questionou o Governo na Assembleia da República, exigindo saber as informações que o Ministério da Economia e Emprego possa ter sobre este despedimento colectivo e de que forma agirá no sentido de o impedir, salvaguardando-se os postos de trabalho em causa. Questiona-se ainda que medidas irão ser tomadas para averiguar a inclusão neste despedimento colectivo de Delegados Sindicais mais activos e intervenientes.
O PCP manifesta a sua solidariedade aos trabalhadores da Rádio Popular – não são os trabalhadores os responsáveis pela situação da empresa, não podem ser os trabalhadores a pagar.
Transcrevemos abaixo o requerimento que deu entrada na Assembleia da República, pedindo explicações ao Ministério da Economia e Emprego, bem como o enviamos em anexo.
Ontem, em diferentes órgãos de comunicação social e por via do Sindicato do Comércio e Serviços de Portugal (CESP), foi dado conta que é intenção da empresa Rádio Popular proceder a um despedimento colectivo de 52 trabalhadores.
Para justificar este despedimento colectivo, esta empresa alega "a actual conjuntura económica, que provocou em 2012 uma contracção na procura, prevendo-se que esta continue no ano em curso".
Fica assim provado que o caminho de desastre nacional, provocado pelas opções políticas deste governo, leva a mais recessão e mais desemprego.
Contudo, se é verdade que no ano de 2012 tivemos contracção no consumo, não deixa de ser verdade que ano após ano esta empresa registou avultados lucros e sempre manteve uma política de incumprimento ou manutenção dos mínimos contratuais e de ataque aos direitos laborais dos seus trabalhadores.
Se nesses anos, quando existiam avultados lucros, a empresa nunca fez a justa distribuição dos lucros pelos seus trabalhadores, também não é legítimo que a empresa resolva os seus problemas através de despedimentos.
Importa, também referir que no âmbito do processo de despedimento colectivo, a empresa demonstra que, de facto, nunca lidou bem com o sindicato e inclui no despedimento colectivo os delegados mais activos e intervenientes na defesa dos seus colegas de trabalho.
Assim, ao abrigo da alínea d) do artigo 156º da Constituição e nos termos e para os efeitos do 229º do Regimento da Assembleia da República, pergunto ao Ministério da Economia e do Emprego o seguinte:
Que informações possui, este Ministério, quanto ao despedimento colectivo nesta empresa?
Que medidas vai este Ministério tomar para evitar este despedimento colectivo e salvaguardar os direitos dos trabalhadores?
Não entende este Ministério que o motivo evocado pela empresa é insuficiente? Não entende este Ministério que a empresa podia tomar outras medidas de gestão para evitar os despedimentos?
Que medidas vai este Ministério tomar para averiguar o facto de a empresa incluir no despedimento colectivo os delegados sindicais mais ativos e intervenientes na empresa?
Sem outro assunto,
Vila Nova de Gaia, 30 de Janeiro de 2013
a Comissão Concelhia de Vila Nova de Gaia do PCP
20130204_radiopopularFoi recentemente anunciado pelo CESP – Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, a intenção da empresa Rádio Popular em proceder a um despedimento colectivo de 52 trabalhadores.
Esta grande empresa da área de comércio/serviços tem lojas espalhadas por todo o país, sendo que duas delas têm lugar em Gaia – nos Carvalhos (Pedroso) e em Santa Marinha. A empresa, que, para esta decisão, se escuda na conjuntura económica e na quebra de consumo durante o ano de 2012, mantendo-se previsivelmente em 2013, é a mesma empresa que tem apresentado avultados lucros nos últimos anos e que se tem pautado por uma política de incumprimento ou manutenção dos mínimos contratuais e de ataque aos direitos laborais dos seus trabalhadores.
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No aniversário do 31 de Janeiro
Quarta, 30 Janeiro 2013 17:27
A revolta do 31 de Janeiro aconteceu no Porto há 122 anos. Desde então foi sempre assinalada.
Ainda no tempo da Monarquia como homenagem aos heróis que a realizaram.
Já na 1ª República, como evocação de um acto precursor do 5 de Outubro, e por essa época, em todo o País, inúmeras ruas e praças tomaram o seu nome e de alguns dos protagonistas mais conhecidos
Durante a Ditadura Fascista de Salazar e Caetano, a data de 31 de Janeiro foi sempre assinalada pelos democratas com diferentes iniciativas, como romagens, desfiles, jantares, debates, ou manifestações, por vezes severamente reprimidas, como aconteceu na cidade do Porto. Celebrar o 31 de Janeiro era, então, um momento de luta pelas aspirações de liberdade e justiça social, em defesa da independência nacional. Por isso, muitos dos organizadores eram alvo de vigilância da polícia política e frequentemente ameaçados ou presos.
Depois do 25 de Abril, a comemoração da efeméride revestiu-se, naturalmente, de outro significado, o de valorizar a memória histórica de um levantamento armado e da perenidade dos ideais emancipadores que o guiaram.
Os revoltosos do 31 de Janeiro, muitos dos quais foram mortos, perseguidos, presos ou exilados, insurgiram-se num quadro de miséria, fome e pobreza que atingia sobretudo as classes trabalhadoras, agravado pelas contingências de uma crise financeira que tinha colocado o País à beira da bancarrota. A vida económica era marcada por uma espiral de preços dos bens de consumo, pela diminuição das exportações e por uma acentuada quebra das remessas dos emigrantes do Brasil. A submissão do Governo e da Casa Real às imposições da Inglaterra, então potência dominante, causava uma profunda indignação.
A instauração da República como caminho para o progresso, a democracia, a justiça e o resgate da dignidade da Pátria ultrajada pelo Ultimato britânico, era este o objectivo que unia os militares e civis sublevados, que receberam o apoio entusiástico da população do Porto.
Vencidos foram, mas não os seus ideais!
No nosso tempo, a coberto do Memorando assinado com a Troika, verdadeiro Pacto de Agressão contra Portugal e os portugueses, estão a ser impostas terríveis regressões sociais, a pobreza alastra em contraste com a opulência dos especuladores, os direitos de quem trabalha estão a ser sacrificados à voragem do grande capital e seus servidores, a democracia está mais enfraquecida e a soberania nacional limitada pelas cedências de sucessivos governos. O nosso País sobrevive como se fora um “protectorado” submetido às potências europeias e aos interessas nelas dominantes.
Por isso o 31 de Janeiro permanece como um dos mais férteis momentos da nossa história colectiva, sendo de toda a justiça e actualidade a sua evocação no contexto actual em que a submissão do povo e do país ao pacto de agressão que PS, PSD e CDS – com o apoio cúmplice do Presidente da República – nos impuseram reclama a defesa dos mesmos desígnios de 1891: liberdade, democracia, emancipação social, dignidade da Pátria.
Quando se assinalam 122 anos do 31 de Janeiro, a DORP do PCP apela ao povo – particularmente aos trabalhadores e à juventude – para que não se resignem, para que acreditem e lutem por uma ruptura com este rumo de afundamento, pelo cumprimento da Constituição da República Portuguesa, reclamando uma política patriótica e de esquerda, capaz de projectar os valores de Abril no futuro de Portugal.
Porto, 30 de Janeiro de 2013
A DORP do PCP
20130130_31janA revolta do 31 de Janeiro aconteceu no Porto há 122 anos. Desde então foi sempre assinalada.
Ainda no tempo da Monarquia como homenagem aos heróis que a realizaram. 
Já na 1ª República, como evocação de um acto precursor do 5 de Outubro, e por essa época, em todo o País, inúmeras ruas e praças tomaram o seu nome e de alguns dos protagonistas mais conhecidos.
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Saudação aos trabalhadores da STCP
Sexta, 01 Fevereiro 2013 10:12
A DORP do PCP saúda a adesão impressionante dos trabalhadores da STCP à greve deste dia 1 de Janeiro. Cumpriram-se as melhores expectativas e até ao momento em que a greve se aproxima das 11 horas de duração nenhum autocarro da STCP circulou pelas ruas do Porto.
Aos trabalhadores da STCP, a DORP do PCP reafirma a sua solidariedade com a justa luta que travam pela defesa do serviço público de transportes e dos seus direitos enquanto trabalhadores.
20130201_greve_stcpA DORP do PCP saúda a adesão impressionante dos trabalhadores da STCP à greve deste dia 1 de Fevereiro.
Cumpriram-se as melhores expectativas e até ao momento em que a greve se aproxima das 11 horas de duração nenhum autocarro da STCP circulou pelas ruas do Porto.
Aos trabalhadores da STCP, a DORP do PCP reafirma a sua solidariedade com a justa luta que travam pela defesa do serviço público de transportes e dos seus direitos enquanto trabalhadores.
 
Novas portagens e a cobrança nas ex-SCUT: Os portuenses merecem conhecer a verdade! É urgente o abandono desta malfeitoria!
Sexta, 01 Fevereiro 2013 14:25
O governo da coligação PSD/CDS, no âmbito da concretização do famigerado Memorando de Entendimento, verdadeiro pacto de agressão, subscrito entre PS/PSD/CDS e FMI/UE/BCE, tem vindo a concretizar um conjunto alargado de medidas profundamente negativas para a cidade do Porto, para a região Norte e para o país.
Recentemente, na sequência de um estudo encomendado pelo anterior Governo do PS, foi tornada pública a intenção de proceder à colocação de mais pórticos em vários troços de auto-estradas e ex-SCUT, na sua grande maioria na região Norte (14 em 15), incluindo no grande Porto. Anteontem, dia 29 de Janeiro, o Secretário de Estado Sérgio Monteiro, na Assembleia da República confirmou, objectivamente, esta intenção, fazendo depender a sua concretização da finalização de um estudo pela empresa Estradas de Portugal sobre o modelo e forma de cobrança de portagens.
As declarações mais recentes do Secretário de Estado Sérgio Monteiro, se lidas atentamente, estão longe de assegurar o abandono pelo Governo desta opção errada, conforme alguns títulos de jornais indiciaram. Bem pelo contrário, este membro do Governo limitou-se a “embrulhar” as intenções políticas do Governo com motivos apresentados como técnicos. Aliás, estas medidas foram em Novembro apresentadas à Troika estrangeira.
Sobre o modelo de cobrança de portagens, segundo a informação veiculada por vários órgãos de comunicação social, estão em cima da mesa diversas soluções tecnológicas favoráveis ao pagamento de portagens (ex: via satélite, por tecnologia GSM, ou a obrigatoriedade de utilização de um chip electrónico) e o alargamento substancial das vias portajadas com novos pórticos. Em síntese, o empenhamento do Governo é apenas e só no sentido de encontrar novas formas de ir ainda mais aos bolsos dos portugueses, em benefício das concessionárias e da banca.
É de perguntar onde estão as elevadas poupanças que se iriam efectuar pela renegociação dos contractos das parcerias público-privadas (PPP)? A resposta está à vista, as poupanças são verdadeiramente marginais e estão a ser obtidas à custa do aumento da receita com portagens pagas pelos utilizadores, sobretudo nas ex-SCUT a Norte. Este é o resultado de renegociações suportadas em fórmulas de cálculo que salvaguardam os interesses das concessionárias e colocam todos os encargos do lado do erário público e dos portugueses.
A experiência decorrente da colocação de portagens nas ex-SCUT da Costa da Prata, Norte Litoral e Grande Porto é categórica na demonstração de que se tratou de uma decisão com resultados negativos para as contas públicas, para as actividades económicas em geral e para as populações. O Governo opta por omitir a brutal quebra na utilização das ex-SCUT, que no final de 2011 variavam entre os 26% e os 49%, e que tem originado perda de receita para o Estado de tal ordem que o encaixe dos valores das portagens são largamente suplantados pelos impactos económicos negativos das mesmas, para além dos custos para a mobilidade e ambientais, inerentes ao aumento de tráfego nas estradas nacionais e ao seu congestionamento, com o consequentes aumentos da sinistralidade e custos de manutenção.
O PCP, quer a nível local e quer na Assembleia da República, tem vindo a reclamar que se faça um estudo de impacto da introdução em 2010 de portagens nas ex-SCUT, sempre com o Governo a fazer “ouvidos de mercador”.
Vários autarcas do PSD, do CDS e do PS no distrito do Porto, assim como candidatos autárquicos e candidatos a candidatos autárquicos, têm vindo a terreiro nos últimos dias manifestar-se contra a falta de “equidade” do Governo nesta matéria e à forma como este processo está a decorrer. Muitas destas declarações são autênticos “tiros de pólvora seca”, contrariando até o sentido de posições suas assumidas num passado recente.
Luís Filipe Meneses (PSD) afirmou, em 22 de Abril de 2010: "Eu acho que é preciso pagar SCUT, porque se não pagarem aqueles que andam nas SCUT, pagamos todos (…) O PSD foi o primeiro partido que teve a coragem em Portugal de dizer que era preciso pagar SCUT (…) Esta ideia de que ninguém paga é uma ideia irreal”. Recentemente, no passado dia 19 de Janeiro, disse algo de sentido muito diferente: “Sou totalmente contra (novas portagens), até por uma razão de metodologia. Deviam falar connosco, com os autarcas, com os empresários e discutir se essa medida vai ser boa para o país, se vai gerar mais receita ou se vai paralisar as actividades económicas”.
Manuel Pizarro (PS) integrava em 2009 o Governo do Partido Socialista quando este tomou a decisão de avançar com a colocação de portagens nas SCUT. Foi o governo de José Sócrates quem encomendou o estudo divulgado há dias e que aponta o caminho da colocação de mais portagens. Ana Paula Vitorino, ex-Secretaria de Estado dos Transportes, e actual deputada e destacada interveniente pelo PS na Comissão de Economia e Obras Públicas, agora na oposição, numa manobra táctica, reclamou a suspensão da decisão do seu governo apenas em quatro das antigas SCUT (A22, A23, A24 e A25), ao mesmo tempo que defendeu a necessidade de encontrar um novo modelo de cobrança que alegadamente garanta o designado princípio da universalidade, sem questionar o essencial dos objectivos do Governo.
Rui Rio e Rui Moreira esforçam-se por disfarçar o seu acordo de princípio com a colocação de portagens nas auto-estradas e similares com o argumento que esta deve ser uma malfeitoria alargada a todo o país, penalizando mais os portugueses e a economia nacional.
As contradições, as manobras tacticistas, a demagogia e a mentira utilizadas por estes responsáveis do bloco central de interesses PS, PSD e CDS são, como facilmente se demonstra, por demais evidentes!
Sobre a situação económica e social do distrito do Porto refiram-se os seguintes indicadores económicos e sociais:
Insolvências: Este foi, em 2012, o distrito com maior número de insolvências de empresas. Das 6688 insolvências verificadas em todo o país, correspondentes a um aumento de 41% comparativamente com 2011, 24% tiveram lugar no Porto e 21% em Lisboa;
Desemprego: Conjugando os valores transmitidos pelo IEFP com os valores do do EUROSTAT para o país, podemos concluir que o desemprego no distrito do Porto é de cerca de 21%;
Beneficiários do Rendimento Social de Inserção: É o distrito que apresenta o maior número de beneficiários, totalizando 29% dos utentes desta prestação de todo o país. A média de cidadãos beneficiários do rendimento social de inserção por distrito é de 2,7%, mas no caso do distrito do Porto é de 4,7%.
Na opinião da CDU – Coligação Democrática Unitária, a realidade da cidade do Porto, da região e do país reclama não apenas o abandono por completo da intenção de colocação de mais portagens, seja com que modelo for, assim como a revogação das portagens colocadas em 2010 nas ex-SCUT.
O Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da República já propôs na actual e na anterior legislatura a revogação da decisão governamental de colocação de portagens nas então SCUT, mas PS, PSD e CDS impediram a concretização desta possibilidade.
Na passada sexta-feira, na Assembleia da República, o PCP levou a votação um Projecto de Resolução que incluía várias medidas imediatas para a vida dos portugueses que teriam um efeito positivo na economia, permitindo uma maior disponibilidade de poder de compra, essencial para o fomento da procura interna e aliviando igualmente os custos da actividade económica, em particular das pequenas empresas. Entre estas medidas encontrava-se “O congelamento dos aumentos das portagens e anulação dos aumentos já verificados em 2013 e eliminação das portagens nas ex-SCUT.”.
A votação desta proposta do PCP na Assembleia da República foi um momento de maior clarificação sobre quais são verdadeiramente as forças políticas que defendem os interesses das populações, dos trabalhadores e o crescimento económico e quais são as forças políticas que defendem os grandes grupos económicos e financeiros. Mais uma vez, PSD, CDS e PS votaram contra uma proposta de evidente justiça e pertinência.
PSD, CDS e PS, e os seus candidatos e autarcas, continuam a ter duas caras: uma junto das populações e das forças vivas do Porto, assumindo uma retórica contra as portagens nas ex-SCUT e em novos troços, e outra nos órgãos competentes, com destaque para a Assembleia da República e para o Governo, onde fazem o oposto daquilo que afirmam defender!
Mais se informa que a CDU, através do seu Vereador Pedro Carvalho, apresentará na próxima reunião da Câmara Municipal do Porto uma proposta para que o Município do Porto se manifeste publica e institucionalmente contra quaisquer intenções de colocação de mais portagens, sublinhando as consequências negativas decorrentes do portajamento das ex-SCUT.
A mobilização das populações, dos trabalhadores e das forças vivas contra estas políticas e este governo, na defesa dos seus direitos, contra mais ataques aos serviços públicos e as injustiças pode, e vai, conduzir, mais cedo que tarde, à derrota da política direita a nível nacional e local! A CDU está empenhada neste objectivo!
Porto, 31 de Janeiro de 2013
A CDU – Coligação Democrática Unitária / Cidade do Porto
20130131_portagemO governo da coligação PSD/CDS, no âmbito da concretização do famigerado Memorando de Entendimento, verdadeiro pacto de agressão, subscrito entre PS/PSD/CDS e FMI/UE/BCE, tem vindo a concretizar um conjunto alargado de medidas profundamente negativas para a cidade do Porto, para a região Norte e para o país.
Recentemente, na sequência de um estudo encomendado pelo anterior Governo do PS, foi tornada pública a intenção de proceder à colocação de mais pórticos em vários troços de auto-estradas e ex-SCUT, na sua grande maioria na região Norte (14 em 15), incluindo no grande Porto.
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